Paz interior
“Bem-aventurados os que se encontram em paz consigo. Felizes os que deixaram de brigar com si mesmos, com algumas partes interiores ou alguns eus inoportunos, que se apresentavam algumas vezes como hóspedes enfadonhos, inesperados e sem convite, perturbando sem reflexões as cenas da vida, na forma de ciúmes, inveja, rancor, queixa, grito, violências, etc. Bem-aventurados, pois, os que já não precisam evitar nenhum de seus aspectos internos, nada do que os constitui, nem sequer o que sentem como aborrecimento, inadequado, desagradável, o que em algum momento parece difícil de suportar. Trabalharam neles mesmos. Têm se esforçado para compreender e integraram o aparentemente evitado. O que lhes parecia escuro e pesado fizeram brilhar como aplicável e dourado. Submeteram-se ao desafio da alquimia interior e foram transformados: o que aparentemente era negativo se converteu em recurso para a graça de sua aceitação, a grande chave-mestra.”
(Joan Garriga, trecho extraído do livro “Viver na alma, amar o que é, amar o que somos e amar os que são”)




