Blog

jouan-garriga-banner-2017

Blog

Quando o amor não é suficiente

“Conta uma fábula sufi que um jovem chamado Nasrudin chegou a aldeia depois de muitas horas de travessia por caminhos empoeirados. Estava com calor e sedento. Encontrou o mercado e ali viu umas frutas vermelhas desconhecidas, mas aparentemente deliciosas e suculentas. Ficou com água na boca. Foi tanto seu júbilo que comprou cinco quilos. Procurou a sombra de uma boa árvore em uma rua tranquila e começou a comer as frutas. À medida que comia, sentia um calor mais e mais intenso no rosto e no resto do corpo. Começou a suar copiosamente, e seu rosto e sua pele ficaram de um vermelho vivo. Mas ele continuou comendo. Uma pessoa passou a seu lado e, surpresa, perguntou: -Por que está comendo tanta pimenta com este calor tão terrível? E Nasrudin respondeu: – Não estou comendo pimenta, estou comendo meu investimento.

Com freqüência as pessoas comem seu ‘investimento’ no relacionamento, mesmo que caia mal, mesmo que a relação seja equivocada ou desvitalizante. Entretanto, o mais prudente e positivo pode ser abandonar o empenho, saber soltar-se, depor as armas, reconhecer os sinais de tensão no corpo quando o que vivemos não nos causa mais satisfação nem nutre o(a) parceiro(a).

(Texto extraído do livro: “O amor que nos faz bem – Quando um e um somam mais que dois”, Joan Garriga, 2014)

Você sabe o que são as Constelações Familiares?

As Constelações Familiares não são um manual de instruções sobre o que fazer no relacionamento, nem uma terapia comportamental, com protocolos específicos. O que fazem é trazer à luz e mostrar os movimentos do coração, com suas amarras e extensões, e buscar a libertação desfazendo dores afetivas. São uma metodologia privilegiada para analisar nossa rede de vínculos em um sentido amplo e observar as lealdades para com assuntos passados que nos proporcionam prosperidade, que nos sustentam; ou com assuntos que não foram resolvidos e que nos enfraquecem, e solucioná-los. São importantes os modelos de relacionamento anteriores, as implicações entre gerações, as atmosferas em que se desenrolam, os destinos que se repetem, as energias que nos movem. Porque uma família, uma rede de amores e de vínculos, atua como se fosse um bando de pássaros com uma mente coletiva, mas também como um livro de contas coletivo e um senso de justiça coletivo, que devemos compreender. Assim as vezes encontramos, por exemplo, e infelizmente, um neto que quer saldar as contas de seu avô, e dessa forma rompe a ordem familiar, que determina que os descendentes não devem cuidar dos assuntos dos antecessores. É óbvio que as Constelações Familiares são uma ferramenta muito poderosa e humilde para obter mudanças, e felizmente se complementam muito bem com a maioria das outras abordagens de ajuda, terapia e coaching. As Constelações atuam nas energias profundas e na dimensão dos vínculos, mas com frequência também é necessário realizar aprendizagens e desenvolvimentos novos que precisam de outro tipo de ajuda, centrada no nível das crenças, capacidades e comportamentos.

(Trecho extraído do livro: “O amor que nos faz bem – Quando um e um somam mais que dois, Joan Garriga, 2014)

A pequena e a grande felicidade

“Existe a ideia da pequena felicidade, aquela que não permanece, que costumamos experimentar quando nossos desejos se realizam e nossos temores se afastam. É alegre, apaixonada, porém dura pouco. Existe outra felicidade, a grande, sem motivos, que simplesmente existe, mais estável e não dependente do vaivém da vida. É a que experimentamos quando permanecemos em sintonia amorosa com a realidade tal como ela é, quando conseguimos aceitá-la e nos apropriamos do que ela nos traz, seja o que for, em proveito e benefício da vida e de nossa vida”.

(Trecho extraído do livro: “Viver na alma- Amar o que é, amar que somos, amar os que são”, Joan Garriga, 2011)